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- Atividade industrial teve ligeira queda de 0,1% em junho

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista ficou praticamente estável e registrou leve queda de 0,1% em junho sobre maio, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, o índice recuou 0,9% na comparação com o mês anterior, completando o quarto mês consecutivo de estagnação, informaram nesta quinta-feira (28) a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). 

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal foi de 4,3%. De janeiro a junho de 2011, o índice acumula variação positiva de 3,4% em relação ao mesmo período de 2010 sem ajuste sazonal. 
Na comparação com maio, o item de vendas reais foi o destaque positivo do índice e subiu 1% enquanto as horas trabalhadas na produção registrou ganho de 0,1%. Essa avaliação, no entanto, não é suficiente para indicar bom desempenho na indústria. 

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp, alertou que o INA está sendo influenciado pelo aumento de vendas reais. "Detectamos que em vendas reais há uma influência dos importados. A indústria está complementando sua linha de produção doméstica com produção importada." 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) registrou leve declínio na série livre de influência sazonal: de 83,8% em maio para 83,2% em junho. Na comparação com o junho do ano passado, o componente se manteve estável. 

Setores

Dos setores avaliados pela pesquisa, destacam-se as perdas em produtos químicos, petroquímicos e farmacêuticos, com queda de 2% sobre maio em termos ajustados. Máquinas e equipamentos, com declínio de 0,8% em junho na comparação com o mês anterior, e veículos automotores, com variação negativa de 3,7% na leitura mensal. 

Francini projeta que a expansão da indústria de transformação neste ano será de 3%. Em relação ao INA, a expectativa é de 3,5%. Um "crescimento medíocre" para a produção brasileira, que deve continuar mostrando fraco desempenho. 

"Olhando para o horizonte, não enxergamos nada acontecendo", afirmou o diretor do Depecon em relação a uma possível retomada de fôlego da atividade industrial. 
Desempenho

O indicador encerrou o segundo trimestre mostrando desaceleração contra o período anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o INA mostrou pequena variação positiva de apenas 0,1%, após ter registrado expansão de 1,5% nos primeiros três meses do ano. 

Embora a taxa de câmbio seja fator determinante no desempenho da atividade industrial, Francini, alerta para outras agressões à produção brasileira, como o custo do crédito. "Ofendem a indústria diretamente, mas também começam a ofender a demanda." 
Expectativa

A percepção dos empresários com relação ao cenário econômico no mês corrente, medida pelo Sensor Fiesp, subiu mais de um ponto em julho e ficou em 50,6. No entanto, o índice sinaliza que o empresário está cauteloso quanto ao futuro. 

A apuração deste mês registrou melhora nos componentes de mercado (51,7) e vendas (52,1). Os itens investimento e emprego recuaram para 50,6 e 50,8, respectivamente. O estoque apontou 49,7 pontos versus 47,8 no mês anterior, sugerindo uma acomodação da produção. 

Fonte: Canal Executivo

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